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Taques admite ampliar pagamento do RGA, mas depende de 3 fatores

Marcia Jordan

07/06/2016 às 07:18

Taques admite ampliar pagamento do RGA, mas depende de 3 fatores

dace4f4802105a582f4e9e0a781dd628Em entrevista ao programa Resumo do Dia (TV Rondon – canal 5) na noite desta segunda-feira, o governador Pedro Taques (PSDB) admitiu a possibilidade de ampliar o pagamento do RGA (Rejuste Geral Anual) para os servidores públicos. No entanto, ele explicou que existem três fatores condicionantes: aumento da arrecadação, renegociação da dívida com a União e ainda a taxação do setor produtivo.

Os servidores, que iniciaram uma greve no dia 31, exigem 11,27%, mas o Estado oferece 6% de forma parcelada diante da crise econômica nacional. “Não existe possibilidade de mudar a proposta agora. Se tivermos um aumento de receita, renegociar a dívida e o setor produtivo nos ajudar, podemos fazer no futuro uma nova proposta. Você prefere salário em dia ou parcele em três vezes? A culpa não é do governador, mas da crise nacional”, explicou.

Segundo o governador, apenas Mato Grosso e Paraná se propuseram a corrigir os salários do funcionalismo. “Estamos vivendo a maior crise econômica dos últimos anos. Vinte e cinco estados não pagaram o RGA. Minha vontade é pagar, mas eu não posso pagar. Não tenho recursos e não posso fabricar dinheiro. Afinal, o Estado de Mato Grosso não é fábrica de dinheiro”, disse.

O governador voltou a citar que a folha de servidores cresceu em 2014% 12% enquanto que a arrecadação apenas 6%. “Vou trabalhar muito para aumentar a receita. Torcer para que seja a melhor do Brasil também. Não é o momento de greve. O brasil passa por uma crise e o servidor é o maior patrimônio do Estado”, assinalou.

Em relação a proposta de redução do duodécimo dos poderes em 15% para 2017, o governador explicou que o assunto ainda está sendo debatido. “Cada um tem que fazer sua parte. u não posso obrigar e vivemos numa democracia.

A questao não é só o duodécimo, mas também o duodécimo”, salientou, ao comparar que a Assembleia Legislativa recebe anualmente cerca de R$ 380 milhões, valor superior ao Orçamento da cidade de Várzea Grande com 300 mil habitantes.

Pedro Taques revelou que implantará uma reforma impressionante no Estado com extinção de secretarias e cargos. “Vai ser uma reforma mais forte do muitos esperam”, avisou, ao declarar que nesta semana receberá o estudo.

O governador comemorou o fato do setor produtivo ter demonstrado intenção de ajudar na recuperação do EStado aceitando um novo tributo. Ele admitiu a hipótese do Decreto 380, que muda a cobrança do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), não entre em vigor no dia primeiro de julho passando para janeiro de 2017.

SECRETARIADO, ARENA E VLT

Sobre a possibilidade de mudanças no primeiro escalão, o governador confirmou que vem analisando alterações até mesmo com a possibilidade de políticos passarem a compor a equipe. “Sou político e tenho orgulho de ser politico. É possível e vai depender das ponderações que fizermos nos próximos dias”, comentou.

Pero Taques descartou qualquer possibilidade do advogado Paulo Taques deixar a Casa Civil. “Mexerico, fuxico e futrica são da natureza da política ainda mais na época do WhatSapp. Mas não possso administrar o Estado com base em fofoca.

Não posso proibir ele (Paulo) de comemorar 20 anos de casado em uma viagem que havia sido marcada”, disse sobre o período em que Taques esteve fora da Casa Civil.

Ao final, o governador falou sobre a Arena Pantanal e as obras do Veículo Leve sobre Trilhos, que estão paradas. “Arena é uma vergonha. Não estragamos a Arena em 15 meses e vamos para cima da empresa que construiu. Quem recebeu esta obra será responsabilizado. No VLT, já descobrimos coisas absurdas e do arco da velha”, asseverou.
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Fonte Folhamax