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Dois dias após vexame, CBF demite Dunga do cargo de técnico da Seleção

Marcia Jordan

14/06/2016 às 16:28

Dois dias após vexame, CBF demite Dunga do cargo de técnico da Seleção

000_BT1LB-1024x672Dunga não é mais o técnico da Seleção Brasileira. Em reunião realizada na tarde desta terça-feira, no Rio de Janeiro, a CBF agradeceu ao treinador o trabalho realizado para em seguida comunicar sua demissão, ocorrida dois dias depois da derrota por 1 a 0 para o Peru, resultado que eliminou o Brasil da Copa América Centenário, nos Estados Unidos.

Além de Dunga, “deixam os cargos o coordenador de Seleções, Gilmar Rinaldi, e toda a sua equipe”, disse o comunicado da entidade, que ainda não definiu um substituto na chefia da comissão técnica.

“A decisão foi tomada em comum acordo durante reunião nesta tarde e, a partir de agora, a CBF inicia o processo de escolha da nova comissão técnica da Seleção Brasileira. A CBF agradece a dedicação, a seriedade e o empenho da equipe durante a realização do trabalho”, acrescentou.

Com 52 anos de idade, Dunga não resistiu à pressão exercida por imprensa, torcida e dirigentes da entidade que comanda o futebol brasileiro. Diante dos fracassos à frente da Seleção nos últimos anos, o gaúcho de Ijuí iniciou sua segunda passagem pela equipe pentacampeã mundial no dia 22 de julho de 2014, exatamente duas semanas após o vexatório 7 a 1 sofrido contra a Alemanha, pelas semifinais da Copa do Mundo, no Mineirão.

A trajetória da queda

Nesta segunda oportunidade como técnico da Seleção, Dunga viu o Brasil ser eliminado nas quartas de final da Copa América do Chile, em 2015, após cair na disputa por pênaltis para o Paraguai, e deixou o time canarinho na sexta colocação das Eliminatórias Sul-Americanas, fora da zona de classificação para a Copa do Mundo da Rússia, em 2018.

Demitido após a eliminação para a Holanda nas quartas de final da Copa de 2010, na África do Sul, Dunga reestreou no comando técnico da Seleção no dia 5 de setembro de 2014, com vitória por 1 a 0 sobre a Colômbia, em amistoso realizado em Miami, nos Estados Unidos.

A partir de então, o Brasil engrenou uma série de 11 vitórias consecutivas, incluindo o triunfo por 2 a 0 sobre a Argentina, então vice-campeã mundial, no Superclássico das Américas, em Pequim, na China.

A sequência de resultados positivos da Seleção esvaiu-se diante da Colômbia, no ano passado, pela Copa América, competição da qual foi eliminada nas quartas de final. Nas Eliminatórias, o Brasil estreou com derrota por 2 a 0 para o Chile, em Santiago, e encontra-se atualmente no modesto sexto lugar, colocação insuficiente para obter a vaga no próximo mundial. Nesse torneio, o time de Dunga só conseguiu vencer equipes consideradas menos tradicionais, como Venezuela e Peru, empatando com uma desfalcada Argentina (1 a 1), em Buenos Aires, com o Uruguai (2 a 2), no Recife, e com o Paraguai (2 a 2), em Assunção.