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PREFEITO

Prefeito de Chapada dos Guimarães diz estar sofrendo perseguição política e ameaças

Marcia Jordan

14/06/2014 às 08:52

Prefeito de Chapada dos Guimarães diz estar sofrendo perseguição política e ameaças

O prefeito afastado de Chapada dos Guimarães, José de Souza Neves (PSDB) afirma estar sofrendo perseguição política de alguns parlamentares da oposição. Neves está afastado do cargo desde o dia 13 de maio por determinação do Ministério Público Estadual (MPE), o órgão determinou que ele se afastasse de suas funções por 90 dias, retornando somente em agosto.

Em entrevista ao Gazeta Digital o tucano revelou já ter sofrido ameaça de morte. “Já cheguei a andar com seguranças porque a perseguição era constante. A fase agora é outra amenizou um pouco mas ainda sofro com isso”. Neves descarta a possibilidade de deixar o cargo no município e acredita que seria covardia fazer isso neste momento. “Eles estão acostumados a gerir com corrupção e isso não terá no meu governo. Essa pressão toda acredito que seja para eu deixar o cargo, o que não irá acontecer”.

O parlamentar ainda destaca que irá voltar ao cargo para concluir as obras que estão em andamento na cidade. “O afastamento está sendo analisado judicialmente e creio que terá um desfecho favorável porque não há nenhuma irregularidade. Denota-se claramente uma perseguição política frontal e obsessiva desde que assumi o poder em janeiro de 2013, parece até algo articulado”.

Afastado há pouco mais de um mês o prefeito está com seus bens bloqueados. “Meu patrimônio não chega a R$ 2 milhões como foi revelado pelo MPE. Deixo claro que minha vida pessoal está aberta para investigação, coloquei isso em meu discurso na Câmara Municipal de Chapada. Se o MPE achar necessário estou aberto às investigações”.

Para ele o afastamento do cargo por 90 dias foi uma medida desnecessária já que o MPE está com todos os documentos necessários para as investigações e já ouviu algumas pessoas. “Afasta-se quando entende que a pessoa pode influenciar as investigações. Foi uma medida esdrúxula e cruel. Imagina o município por 90 dias sem o prefeito, cria uma conturbação administrativa muito grandee prejudica até quem assume o meu lugar porque a pessoa não vai saber o que fazer”.

Segundo ele a perseguição não será um motivo para deixar a vida política. “Já cheguei a andar com seguranças porque a perseguição era constante. A fase agora é outra amenizou um pouco mas ainda sofro com isso. Nunca pensei em deixar o cargo, acho que nesse momento seria covardia. Eles estão acostumados a gerir com corrupção e isso não terá no meu governo. Essa pressão toda acredito que seja para eu deixar o cargo, o que não irá acontecer”. O parlamentar ainda destaca que irá voltar ao cargo para concluir as obras que estão em andamento na cidade.