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SINDICALISTAS

Sindicalistas prometem radicalizar greve após Assembleia votar proposta de RGA sem acordo com servid

Marcia Jordan

24/06/2016 às 09:25

Sindicalistas prometem radicalizar greve após Assembleia votar proposta de RGA sem acordo com servid

_RFP6861Presidentes de sindicatos do serviço público estadual prometem radicalizar a greve geral, após o governo rejeitar a última contraproposta e a Assembleia Legislativa começar a votar o projeto de lei para pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) nos termos definidos pelo governador Pedro Taques (PSDB).

O projeto foi aprovado em 1ª votação na noite de quarta-feira (22), por 12 votos a 10 (contagem oficial) e deve ser votado em 2º turno na segunda-feira (27), quando o deputado Zeca Viana (PDT) devolver o texto após vencer seu pedido de vistas.

 

“O governador acha que a greve vai acabar se aprovar esse projeto do RGA, mas a greve vai ser potencializada porque o projeto foi enviado sem acordo”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde e Meio Ambiente (Sisma), Oscarlino Alves. Os sindicalistas Adolfo Grassi, do Sindicato dos Servidores da Carreira dos Profissionais de Desenvolvimento Econômico e Social (Sindes), e Jame Jaudy, da Associação dos Servidores da Ager (Asager), confirmaram que os planos do Fórum Sindical são no sentido de intensificar e ampliar as atividades da mobilização.

Desde o início da greve geral, em 31 de maio, os servidores vêm realizando protestos quase diários, inclusive com fechamento de rodovias e órgãos públicos. Na quinta-feira, 23, realizaram atos durante a passagem da tocha olímpica pela capital mato-grossense e já marcaram presença em eventos importantes do Estado, como a Cavalhada de Poconé e o Festival Internacional de Pesca de Cáceres. Além disso, são avaliados planos de “sitiar” a Assembleia Legislativa, para impedir a entrada e saída de qualquer pessoa e assim atrapalhar a votação do projeto de lei.

Segundo Oscarlino Alves, a atitude do governador mostra que ele não está preocupado em mediar o conflito e encerrar a paralisação. Ele criticou a isenção de impostos do agronegócio e a sobra de recursos nos outros poderes, enquanto faltam recursos para aplicar nas políticas públicas de saúde, educação e segurança.

“O governador se reúne com a equipe econômica e fala que não tem condições de pagar a RGA, mas sabemos que é o contrário, que tem condições. O próprio líder do governo [Wilson Santos] já falou que está sobrando mais de R$ 100 milhões na Assembleia. O orçamento de 2016 projetou uma sobra de mais de R$ 400 milhões no Tribunal de Justiça. E o que a gente vê é injustiça: liminar astronômica contra direito de trabalhador, para tornar nossa greve ilegal, ameaças de corte de ponto, de suspensão, de exoneração. Estamos sendo ultrajados, humilhados e injustiçados. Vamos dar o sangue até o fim, até o esgotar das nossas forças. O governador erra no planejamento e na condução política do estado de Mato Grosso”, declarou.

Projeto em votação

O projeto enviado pelo governo prevê pagar 6% de reposição da inflação 2015 em três parcelas, em setembro, janeiro e abril de 2017, e define datas para o pagamento dos 5,28% restantes: em duas parcelas, em maio e setembro de 2017, chegando ao total de 11,28%. Todos os pagamentos serão retroativos à data base de maio de 2016, porém, sempre condicionados aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O projeto traz também a suspensão de nomeação de novos servidores no Poder Executivo estadual até quitação da RGA 2016.

Esse texto foi aprovado em 1º turno, oficialmente, por 12 a 10, porém, a deputada Janaina Riva (PMDB) questiona os números e pediu na Justiça uma nova votação, já que paira dúvida sobre quantos deputados estavam em plenário naquele momento, e não há certeza se o governo realmente teve maioria dos votos. Votaram contra o projeto os deputados Zeca Viana (PDT), Emanuel Pinheiro (PMDB), Leonardo Albuquerque (PSD), Silvano Amaral (PMDB), Wagner Ramos (PSD), Sebastião Rezende (PSC), Janaína Riva (PMDB), Wancley Carvalho (PV), Zé do Pátio (SD) e Pery Taborelli (PSC).

 

 

 

Fonte Folhamax