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Inflação e Cesta de Sinop continuam em alta

O custo da Cesta Básica em Sinop também apresentou uma alta

Da Redação

26/10/2020 às 17:56

Inflação e Cesta de Sinop continuam em alta

A pesquisa dos indicadores econômicos de Sinop realizada pelo CISE - CENTRO DE INFORMAÇÕES SOCIOECONÔMICAS da UNEMAT, com o apoio da CDL, apontou que em setembro a taxa de inflação medida pelo IPC Sinop foi de 0,62%. Com esse resultado, a inflação acumulada em Sinop nos últimos 12 meses alcançou 3,63%. Já no ano de 2020 a inflação acumulada em Sinop está em 2,38%. Comparativamente à economia brasileira, a taxa de inflação em Sinop no mês de setembro seguiu a tendência de alta observada pelo IPCA, que foi divulgado pelo IBGE. O IPCA para o  mês de setembro foi de 0,64% para o período. O resultado nacional continua apontando uma inflação abaixo da meta definida pelo Banco Central.  O aumento da inflação neste mês aponta uma aceleração no aumento dos preços devido ao aumento da demanda e a desvalorização cambial.

 

Este mês, as diferenças mais significativas sobre o índice de preços em Sinop foram decorrentes dos seguintes grupos de consumo: Transporte, com aumento de 0,41%, Alimentação, com aumento de 1,87%, Residência com aumento de 0,97% e Habitação que teve aumento de 0,44%. O grupo de consumo Saúde apresentou uma redução de -0,40%. Já os demais grupos apresentaram variações relativamente pequenas em relação ao mês anterior.

    

CESTA BÁSICA

O custo da Cesta Básica em Sinop também apresentou uma alta passando a custar R$ 529,34 no mercado local, o que representa um aumento de 2,84% em relação ao mês anterior. Este mês, foram destaques os aumentos nos preços médios da arroz (26,32%), do óleo (25,89%) e do leite (7,69%). Em contrapartida, ocorreram quedas nos preços médios do batata (-3,63%) e do feijão (-1,26%). Segundo dados do DIEESE, o custo da cesta básica apresentou as seguintes variações: São Paulo (4,33%), Brasília (0,56%), Curitiba (3,70%) e Campo Grande (1,72%). O acompanhamento do custo da cesta básica de Cuiabá deixou de ser feito pelo DIEESE.

 

INDICE DE CONFIANÇA EMPRESARIAL – ICE

Com relação ao humor dos empresários no mês de outubro, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) apresentou estabilidade devido a redução das restrições relacionadas ao combate da pandemia da COVID 19. O ICE apresentou um leve recuo de -0,87% em relação ao mês de setembro. Esse resultado indica uma condição heterogênea entre os indicadores econômicos após um arrefecimento da pandemia da COVID-19. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior o resultado apresenta uma melhora no indicador de 1,79%. A avaliação da situação atual (IAE) apresentou um leve aumento no indicador geral (2,61%). O destaque no levantamento foi a melhora no indicador vendas (22,14%). O indicador de avaliação da expectativa futura (IEE) apresentou uma retração em relação ao período anterior (-5,17%). O destaque no levantamento foi a melhora no indicador “vendas”  (29,17%)” .

 

ÍNDICES DO CONSUMIDOR - CONFIANÇA (ICC) e CONSUMO (IIC)

O ICC, que avalia a dinâmica das expectativas dos consumidores, apresentou um leve aumento em outubro em relação ao mês anterior. O indicador mensal passou de 85,32 para 87,48 indicando uma estabilidade na confiança em 2,53% em relação ao mês anterior. A maioria dos indicadores tiveram leves alterações. O indicador apresentou estabilidade em relação ao mês anterior. E o IIC, que avalia a propensão a consumir das pessoas em relação a alguns segmentos de consumo, também apresentou um aumento de 5,1% em outubro, em relação ao mês anterior passando de 80,48 pontos para 84,58. Dos indicadores que compõem o IIC, o indicador de consumo de vestuário apresentou uma recuperação entre os segmentos acompanhados.

 

TERMÔMETROS SOCIAIS

Índice de Medo do Desemprego (IMD Sinop), que mede a sensação da população em relação ao risco de ficar desempregado no futuro próximo, teve uma queda em outubro, passando de 118,79 pontos para 114,53,  uma queda de -3,6%. E o Índice de Satisfação com a Vida (ISV Sinop), que avalia o nível de felicidade da população em relação à atual situação e às perspectivas futuras, apresentou uma leve recuperação de 4,2%, passando de 97,41 para 101,46. 

 

Fonte - Assessoria / Daniela Melhorança