Mato Grosso, Quarta-Feira, 25 de Novembro de 2020
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SORRISO

Joara Pimentel é condenada a 15 anos de prisão por crimes de estelionato e furto

A suspeita ainda pode recorrer da decisão

Da Redação

08/10/2020 às 08:16

Joara Pimentel é condenada a 15 anos de prisão por crimes de estelionato e furto
reprodução

Joara Chagas da Silva, de 25 anos, mais conhecida nas redes sociais como “JOARA PIMENTEL”, foi condenada pelo juízo da Segunda Vara Criminal da Comarca de Sorriso a cumprir uma pena de 15 anos de reclusão, em regime fechado, em um julgamento conjunto que envolveu duas ações penais e o reconhecimento da prática de 07 crimes, dentre eles 06 estelionatos e um furto mediante abuso de confiança.

A acusada já havia sido condenada pelo mesmo juízo pela prática de crime de estelionato, a uma pena de 2 e 06 meses de reclusão, pela prática do crime de estelionato, em que se apurou um contexto em que a acusada, passando-se por uma mulher de boa aparência, as vezes passando-se por sua amiga, em meios virtuais, angariava recursos mediante engodo de homens interessados em se relacionar com a mulher fictícia, que nesse caso, até existia,  e ela testemunhou naquele processo dizendo que sua imagem foi utilizada de forma indevida.

á quanto a nova condenação, em regime fechado, apurou-se que que a acusada entre os anos de 2017 e 2020, de forma reiterada, sempre enganando as pessoas com quem se relacionava, como namorados, comerciantes, e novos conhecidos, de forma lenta e gradual, as vezes se passando por outras pessoas, até fictícias, em meios virtuais, ganhava a confiança das vítimas para depois tirar vantagem econômica, induzindo as pessoas em erro.

 “Foi assim que a acusada comprou roupas em lojas e produtos pela internet mediante comprovantes de depósito falsos, furtou um cheque de seu namorado e falsificou a assinatura para pagar os últimos meses de aluguel, causando prejuízo não só ao namorado, como também ao locador. Foi assim que passando-se por outras pessoas, a até pessoas que não existem nas redes sociais, conseguiu com que pessoas depositassem dinheiro na sua conta, mediante as mais variadas artimanhas possíveis, sendo que em uma ocasião, chegou a acusada a entrar em um condomínio fechado da cidade, fazendo-se passar por comprador de uma casa, só para mandar a localização de onde estava para uma de suas vítimas, como forma de demonstrar que possuía boas condições financeiras, para que a vítima não suspeitasse que se tratava de um golpe”.Joara chegou a se passar por filha de uma juíza da 2ª Vara Criminal de Sinop.

Ela era investigada por casos de golpes em Cuiabá, Sorriso, Sinop e São Paulo. Nas redes sociais, ela aparecia “ostentando” em festas e ironizando as denúncias que sofria, se declarando inocente. Ela foi presa pela Polícia Civil durante uma operação no dia 26/05/2020 por determinação de desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e encaminhada para o presídio feminino de Colíder.Da sentença ainda cabe recurso, mas a acusada deverá permanecer presa, e caso sejam mantidas as condenações, as penas deverão ser somadas.