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SUSPEITA DE CAIXA 2

PF investiga Taques e pede quebra de sigilo bancário de quatro

Suposto esquema foi revelado pelo empresário Alan Malouf em sua delação premiada

Da Redação

24/09/2020 às 18:22

PF investiga Taques e pede quebra de sigilo bancário de quatro
reprodução

A Polícia Federal pediu a quebra do sigilo bancário de quatro pessoas supostamente envolvidas em um esquema de caixa 2 na campanha eleitoral de Pedro Taques (SD) para o Governo do Estado em 2014.

A PF quer informações sobre as contas bancárias de Claudio Pereira da Silva, Gustavo Vandoni da Silva Pereira, Odenil da Silva Mello e José de Neves Gontijo entre 1ª de dezembro de 2014 e 28 de fevereiro de 2015.

O pedido faz parte de uma investigação que apura supostas despesas eleitorais não declaradas oficialmente na campanha eleitoral de Pedro Taques junto às empresas TR Produções, no valor de R$ 700 mil; FCS Comunicação, no total de R$ 600 mil; Vetor Assessoria e Pesquisa, no valor de R$ 200 mil, e agência Casa de Ideias, no total de R$ 500 mil.

O suposto esquema foi revelado pelo empresário Alan Malouf, sócio do Buffet Leila Malouf, em sua delação premiada. O pedido da PF será analisado pela 51ª Zona Eleitoral de Cuiabá

De acordo com o delator, Taques - que neste ano tenta uma vaga no Senado - teria lhe procurado em março de 2014 informando o desejo de disputar o Governo do Estado. Na oportunidade, segundo Malouf, ele lhe pediu apoio financeiro e ainda ajuda para captação de doações junto a empresários.

Malouf contou que formou um grupo para captar doações para a campanha com os empresários Eraí Maggi, Erivelto Gasques, Fernando Minosso, Juliano Bortoloto e Marcelo Maluf. Posteriormente, o ex-secretário de Estado Julio Modesto também teria entrado no grupo.

Após o final da campanha vitoriosa, o delator informou que restou um saldo a pagar, sendo que constavam entre os credores as empresas de comunicação.

Ele revelou que o grupo teria se reunido em dezembro de 2014 com o intuito de solucionar a quitação desses débitos.

Foi aí então, segundo Malouf, que Julio Modesto sugeriu a realização de um empréstimo com seu amigo Claudio Pereira da Silva.

“Que o pagamento dos débitos supramencionados foram realizados pelo declarante por intermédio desse empréstimo de mútuo firmado com o Sr. Claudio Pereira da Silva; Que Julio apresentou e intermediou a negociação junto a Claudio para a realização do empréstimo utilizado na quitação da dívida”, diz trecho do documento.

“Que o declarante efetuou o empréstimo em seu nome, no valor total de R$ 1.350.000,00, firmado no dia 02/01/2015, conforme cópia juntada aos autos; Que este valor foi pago por intermédio de vários cheques emitidos em nome de Claudio Pereira da Silva; Que os referidos cheques ficaram na posse de Julio Modesto”, acrescenta.

No pedido, a PF incluiu um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (o antigo Coaf), que identificou transações com os cheques de Claudio com Gustavo Vandoni, Odenil da Silva Mello  e Jose de Neves Gontijo.

“Imprescindível o afastamento do sigilo bancário destes envolvidos com o intuito de identificar o destino desses valores, demonstrando se os depósitos foram realizados nas contas bancárias destes e/ou repassados a terceiros”, afirma o órgão”.

Outro lado

Em nota, Pedro Taques alegou que durante a campanha de 2014 ao Governo do Estado nunca tratou de recebimentos de recurso.