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ELEIÇÕES 2020

Rejeição afeta composição para vice

Sobrou como última esperança para Rosana Martinelli o seu maior desafeto o PSDB.

Rudy Roger Vaz

12/09/2020 às 11:29

Rejeição afeta composição para vice

A vida da Prefeita Rosana Martinelli (PL), não está fácil para conseguir um candidato a vice-prefeito, ela conversa com todos os partidos, oferta muitas vantagens para tentar uma composição e mesmo assim recebe um não atrás do outro, sua ultima cartada agora é o que muitos chamariam de impossível, uma coligação com o PSDB que foi praticamente sua única oposição durante todo o mandato.

Rosana chamou os Democratas, conversou e propôs, o DEM deu um sonoro não a atual prefeita na convenção do MDB, onde lideranças do partido como o Governador Mauro Mendes, Deputado Dilmar Dal`Bosco, Presidente do Partido em Sinop Júlio Dias e os vereadores Billy Dal`Bosco e Luciano Chitolina afirmaram que a sigla estará com JC.

Rosana então chamou o Delegado Dr. Sérgio Ribeiro (PSL), Martinelli recebeu outro não! Sérgio Ribeiro disse a este colunista que é impossível compor como vice na chapa da atual prefeita, e garantiu que disputará o pleito em 2020 para a Prefeitura de Sinop.

Depois de todas as tentativas frustradas que passaram por Dalton Martini (Patriota), Jorge Yanaí (Podemos), Billy Dal`Bosco (DEM) e Dr. Sérgio Ribeiro (PSL), sobrou como última esperança para a atual prefeita o seu maior desafeto o PSDB.

Ela tem a seu favor o fato do segundo suplente do candidato ao Senado Nilson Leitão (PSDB) ser do PL, além da vontade e trabalho incansável nos bastidores do vereador Joacir Testa (PSDB) em ser vice de Rosana, porem tem contra as criticas do partido tucano a sua gestão durante 3,5 anos e acima de tudo a ética e princípios de alguns políticos dentro da sigla.

Eu conversei com pelo menos três lideranças municipais importantes dentro do PSDB, e todos foram categóricos em afirmar que não existe a mínima chance do partido coligar com Rosana Martinelli, a não ser que Nilson Leitão obrigue tal situação desrespeitando o diretório municipal e pensando unicamente nele e seu projeto ao Senado.

"É impossível, eu não subo no mesmo palanque dessa senhora, a critiquei por uma gestão desastrosa por anos e agora engolir as criticas e compor com o PL seria melhor desistir de ser candidato e seguir minha vida. Lutarei com todas as minhas forças para isso não acontecer, agora se o Nilson Leitão nos obrigar ele rachará o partido e encontrará uma rejeição que com toda certeza vai prejudicar não só a chapa de vereador como a eleição dele para Senado aqui e Sinop." me afirmou uma fonte do PSDB.

“Eu vou trabalhar para Roberto Dorner por questão de princípios, não posso ir contra tudo que acredito e o que venho lutando desde as eleições de 2016, se o Nilson pedir minha opinião e ele vai serei contrario a essa possibilidade que no meu ponto de vista nem deveria estar sendo discutida”. Disse outro tucano.

Deste modo Rosana está pelo jeito sozinha, tão isolada politicamente que talvez insistir em ser candidatura a reeleição  terá que escolher um vice do próprio partido para lutar contra tudo e todos, inclusive seu atual vice Gilson de Oliveira descarta totalmente esta possibilidade falando a amigos próximos que seu projeto é para vereador.

Não da pra mudar 3,5 anos de decisões monocráticas, de gestão isolada, sem diálogo em alguns dias ou semanas, o poder pelo poder não prospera, tanto que pessoas próximas a Rosana Martinelli garantem em suas falas nos corredores do Paço, que tem tentado dissuadir esta vontade quase que insana de Rosana concorrer a reeleição, e pendem que ela termine o mandato com honra e não encerre em 2020 sua carreira política em caso de derrota.

Vamos aguardar o que nos reserva até o dia 16 de setembro, até lá tanto o PL quando o PSDB podem contrariar a lógica e se unir como Júlio Campos e Carlos Bezerra em 1998. Será que teriam maior sorte? Só o tempo e o voto irá dizer se esta coligação  acontecer.