Mato Grosso, Sexta-Feira, 22 de Novembro de 2019
Logo Só Informação
Informe Publicitário
PR

PR lança Wellinton ao Governo para unir base em MT

Marcia Jordan

12/06/2014 às 10:04

PR lança Wellinton ao Governo para unir base em MT

Uma possível candidatura do deputado federal Wellington Fagundes (PR) ao comando do Palácio Paiaguás pode ser a próxima cartada da base governista para a eleição deste ano. A afirmação é do líder do governo na Assembleia Legislativa, o deputado Hermínio J. Barreto (PR).

O nome de Wellington teria surgido porque, após diversas reuniões, o grupo ainda não chegou a um consenso entre os três pré-candidatos já apresentados: Lúdio Cabral (PT), Julier Sebastião da Silva (PMDB) e Chico Daltro (PSD). Para Jota Barreto, Wellington pode se transformar na grande novidade do pleito deste ano.

“Acho que é um candidato com perfil de trabalho, demonstrou isso na Câmara. Pode ser candidato a governador ou a senador”, avalia. 
A preferência do deputado federal é pela disputa ao Senado. Desde o ano passado, no entanto, ele próprio já afirmava que poderia “se sacrificar” e concorrer ao cargo de governador, caso o grupo não encontra-se um nome melhor. 

Recentemente, a possibilidade desta candidatura se tornou mais forte dentro do PR, já que membros do partido têm defendido a divisão da base governista para o lançamento de duas chapas majoritárias. A intenção com esta proposta é de fortalecimento do grupo e a tentativa de divisão dos votos, já que, conforme as pesquisas realizadas até agora, o candidato da oposição, o senador Pedro Taques (PDT), deve sair vitorioso. 
Dentro do grupo governista, todavia, a proposta ainda sofre resistência. O deputado estadual Alexandre César (PT), por exemplo, disse considerar a ideia como uma “tolice”, tendo em vista que a divisão de votos pode ser perigosa. 
Para o petista, o eleitor poderia não entender a divisão das legendas, já que o grupo governa o Estado há 12 anos. Ele ainda questiona a “verdadeira” intenção dos que fazem a proposta. “Será que estão a serviço da situação ou estão ainda a serviço do outro lado?”, alfineta, se referindo ao período em que o PR cogitou migrar para a oposição e apoiar o projeto de Taques. 
A tese de divisão das legendas, contudo, também já foi defendida pelo deputado José Riva (PSD) e até pelo presidente regional do PMDB, o deputado federal Carlos Bezerra. 
PROPORCIONAIS

Quanto às eleições proporcionais, o PR segue buscando encontrar legendas que queriam se coligar. Esse também foi um ponto que a sigla tentou, sem sucesso, articular com a oposição. O problema é que boa parte dos candidatos entendem que a formação de uma chapa com o PR, beneficiaria somente os republicanos. 
Conforme Barreto, a legenda propôs ao grupo governista que se crie, então, duas chapas. Uma delas, provavelmente, entre o PT, PMDB e PR; e outra com PSD, PROS e as demais legendas do arco de alianças. 
Na próxima semana, o grupo deve se encontrar novamente para tentar resolver estas pendências. A escolha do candidato ao governo, todavia, só deve sair no dia 30, durante as convenções. 

Fonte Folhamax