Mato Grosso, Quinta-Feira, 23 de Setembro de 2021
Logo Só Informação
Informe Publicitário
ESTADO

Estado investiga 5 empresas suspeitas por pagarem propina em contratos

Marcia Jordan

04/08/2016 às 10:34

Estado investiga 5 empresas suspeitas por pagarem propina em contratos

2daccdb10f6138d82ad55b2af9d20fdeA Controladoria Geral do Estado (CGE) instaurou processo de responsabilização contra cinco empresas citadas nas investigações da “Operação Sodoma”, da Polícia Civil, como pagadoras de propina ao grupo político do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Em caso de condenação na esfera disciplinar, as empresas poderão ser impedidas de firmar contrato com o poder público nos próximos anos e ainda sofrer outras punições.

A investigação serve para apurar atos lesivos cometidos contra a administração pública e será conduzida por três servidores públicos. A comissão tem prazo de 60 dias para concluir os trabalhos, que podem ser prorrogados igual período.

A portaria divulgada no Diário Oficial do Estado (DOE) que circula nesta quinta-feira ( 4) é assinada pelo controlador geral do Estado, Ciro Gonçalves, e pelo secretário de Estado de Gestão, Júlio Modesto. Uma das empresas alvos do processo de responsabilização é a Consignum Programa de Controle e Gerenciamento de Margem LTDA, de propriedade do empresário Williams Mischur, preso na segunda fase da operação policial.

Após firmar termo de colaboração premiada com a Justiça, Mischur revelou que pagava propina de até R$ 700 mil mensal ao ex-governador Silval Barbosa para manter ativo o contrato da empresa junto ao Estado. Por conta disso, o peemedebista segue preso no CCC (Centro de Custódia de Cuiabá).

Outra empresa é a Webtech Softwares e Serviços, de propriedade do empresário Júlio Minori Tsuji. Em depoimento à Polícia Civil, confessou ter pago propina aos ex-secretários de Estado de Administração César Zilio e Pedro Elias Domingos e ao ex-secretário adjunto de Administração, José Nunes Cordeiro.

De acordo com o sócio-proprietário da Webtech, Júlio Tsuji, os repasses a titulo de propina consistiam em 20% do faturamento de sua empresa. Júlio Tijusi disse que, nos meses de novembro e dezembro de 2012, realizou o pagamento de R$ 89 mil, por meio de dois cheques a Zílio. O empresário ainda declarou que foi “achacado” a pagar tais propinas, “sob ameaça de ter seu contrato cancelado”.

Outra investigação foi aberta em relação a Matrix Sat Rastreamento de Veículos LTDA, de propriedade do empresário José da Costa Marques, que afirmou ter emprestado seu nome ao ex-secretário César Zilio para figurar como laranja na compra de um terreno de R$ 13,5 milhões localizado na Avenida Beira Rio. José da Costa Marques foi o primeiro colaborador da segunda fase da “Operação Sodoma”.

A gráfica editora de Liz LTDA e E.G.P da Silva ME também serão investigadas. Os proprietários das duas empresas, Antônio Roni de Liz e Evandro Gustavo Pontes, foram conduzidos coercitivamente na segunda fase da “Operação Sodoma”.

Ambos são suspeitos de ter pago propina de até R$ 2 milhões que favoreceu o ex-deputado estadual Walace Guimarães (PMDB) para financiar sua campanha a prefeito de Várzea Grande nas eleições de 2012. Wallace foi cassado por abuso de poder econômico.

815a5f29fd9f3c3e6eb6c080e59711b1

 

Fonte