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INVASÃO EM NOVA UBIRATÃ

PMs presos há mais de um ano por invasão a propriedade rural de Ubiratã aguardam julgamento

O cabo Jalles Souza Dutra e o soldado Roberto Carlos Cesaro estão presos no Batalhão da Rotam, em Cu

Da Redação

05/12/2019 às 19:22

PMs presos há mais de um ano por invasão a propriedade rural de Ubiratã aguardam julgamento
reprodução

Dois policiais militares presos suspeitos de participarem de um grupo que invadiu uma fazenda na região de Nova Ubiratã ainda aguardam julgamento. O cabo Jalles Souza Dutra e o soldado Roberto Carlos Cesaro estão presos há mais de um ano no Batalhão da Ronda Ostensiva Tático Metropolitana - Rotam -, na capital.

Além dos policiais militares que estão presos, outras três pessoas suspeitas de cometer o crime estão respondendo em liberdade. Os PMs são de Sinop, a 503 km da capital.

Na denúncia, o Ministério Público diz que os policiais militares estavam acompanhando um oficial de Justiça no dia da invasão, quando chegaram na propriedade houve um confronto.

As famílias dos policiais pedem que o julgamento seja realizado logo, pois já tem um ano que os militares estão presos.

A invasão foi no dia 5 de dezembro de 2018, segundo o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil de Sorriso.

A defesa dos policiais alega que os militares estavam na fazenda quando foi cumprido o mandado de reintegração de posse, mas que eles não faziam parte do grupo que invadiu a propriedade. Eles foram à fazenda para buscar uma caminhonete a pedido de um amigo.

A invasão aconteceu na propriedade rural localizada no Distrito de Santo Antônio do Rio Bonito, a 70 km de Nova Ubiratã. Na época, um grupo de pessoas invadiu, expulsou a família que morava na fazenda e manteve o caseiro refém por quatro dias. Dois suspeitos foram mortos em confronto com a polícia.

Segundo o MPE, há provas que comprovam que os policiais participaram da invasão e, que teriam sidos reconhecidos por um caseiro na propriedade.

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público no dia 13 de março deste ano. Ainda não foi marcado a data do julgamento que deve acontecer na comarca de Nova Ubiratã.

Os policiais assim como os demais irão responder pelos crimes de associação criminosa, cárcere privado e sequestro, roubo, esbulho possessório, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e restrito.

A invasão

Três dos suspeitos foram presos depois que policiais militares, acompanhados de um oficial de Justiça, estavam apurando uma denúncia de invasão de terra e cárcere privado na propriedade.

Eles foram recebidos a tiros pelo grupo que estava fortemente armado. A polícia revidou e cinco pessoas escaparam pela mata. Outros três acabaram presos.

O caseiro da fazenda contou à PM que passou quatro dias sob o domínio dos suspeitos. Ele disse que foi obrigado a cozinhar para o grupo e que era ameaçado de morte o tempo todo.

Ainda segundo a polícia, o proprietário da fazenda contou que, sob forte ameaça, ele e a família tiveram que deixar o local após a chegada dos suspeitos.