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Base governista tenta escolher candidato a governador de MT em meio à pressão dos aliados

Marcia Jordan

11/06/2014 às 08:49

Base governista tenta escolher candidato a governador de MT em meio à pressão dos aliados

A base aliada do governador Silval Barbosa (PMDB) terá de conseguir em 10 dias o que não foi possível em quase oito meses: a unificação do discurso em torno de um único nome para a disputa do governo de Mato Grosso . A única certeza é da impossibilidade de continuar a protelar a decisão, sob risco de novas dissidências – PP e PSC já saíram da base aliada.

Embora haja uma clara opção da maioria doso dirigentes pelo ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva (PMDB), o vice-governador Chico Daltro (PSD) e o ex-vereador Ludio Cabral (PT) não dão sinais de recuar do projeto de disputar o Palácio Paiaguás. O petista tem a vantagem de aparecer melhor, comparado aos outros pré-candidatos da base governista, em todas as pesquisas feitas até agora. Apesar de ter sido derrotado na eleição de 2012, quando tentou ser prefeito de Cuiabá e levou o pleito para o segundo turno contra o favorito Mauro Mendes (PSB), saiu fortalecido eleitoralmente.

“O que mais está andando é o Lúdio, não é? Correu mais de cem municípios já. talvez ele possa levar todo mundo”, disse um parlamentar do PR. Contudo, lhe falta apoio dentro do próprio partido. A reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) é o pano de fundo para a unidade da base aliada que, nos corredores do Centro Político e Administrativo (CPA), jocosamente é chamada de “base de gelatina”. 

O Diretório do Partido dos Trabalhadores aprovou, em resolução, um palanque grande para a presidente como prioridade, ao invés de uma candidatura ao governo, e não titubearão em relegar Lúdio a uma candidatura de deputado federal. Além disso, Alexandre César (PT) é o nome bem cotado para assumir a primeira suplência da chapa a senatoria, novamente deixando o ex-vereador em segundo plano. “Nossa prioridade não mudou. É a resolução e ela não mudou uma vírgula”, afirmou César, que muito antes do ex-juiz Julier Sebastião Silva escolher o PMDB, já demonstrava simpatia.

Chico Daltro aparece atrás de Lúdio nas pesquisas e, teoricamente, teria maior rejeição entre os pré-candidatos da base governista, tanto entre o eleitorado, quanto entre a classe política. Entretanto, possui o trunfo de ter uma base eleitoral sólida, ter mandato e ser presidente regional do PSD, partido com um dos maiores números de votos em Mato Grosso – em 2012. Além disso, a família Daltro possui longa tradição política no estado, dando a ele o fator “pedigree”. “Acha que ele é o único pré-candidato a participar das reuniões por que? Ele quer e pode muito bem ser o candidato”, disse um deputado do PSD.

Já o ex-juiz federal Julier Sebastião Silva, aquele com menor intenção de votos nas pesquisas eleitorais, tem a vantagem das “costas-largas”, com respaldo dos principais dirigentes. O presidente regional do PMDB, Carlos Bezerra, não abre mão de tê-lo como candidato do grupo. Com isso, teria garantida uma grande estrutura, além de cabos eleitorais em todos os cantos do Estado. Como veio do Judiciário e tem histórico de combate ao crime organizado, poderia “combater” o senador Pedro Taques (PDT), pré-candidato da oposição, de igual para igual.

Mas, alguns deputados estaduais estariam receosos em acreditar nessa candidatura que, para muitos, não decolou – até mesmo José Marcondes “Muvuca”, do nanico PHS, possui mais intenções de votos que o pré-candidato do PMDB. Um candidato majoritário fraco poderia enfraquecer os proporcionais e, por sua vez, inviabilizar a reeleição de parlamentares muito bem acomodados na Assembleia Legislativa. 

Fonte olhar Direto