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ESTELIONATÁRIOS

Estelionatários se passam por fiscais do MPF para aplicar golpe em MT

Marcia Jordan

26/08/2016 às 07:32

Estelionatários se passam por fiscais do MPF para aplicar golpe em MT

arquivos_853_conteudo_posts_431202_png_350_350_1_0__Estelionatários têm se passado por fiscais doMinistério Público Federal (MPF) para aplicar golpes em prefeituras no interior do estado. No golpe, os estelionatários alegam que estão na região para fiscalizar obras e que precisam de uma recarga de telefone para usar a internet móvel e acessar o GPS para fechar até o município. Por meio de assessoria, o MPF informou que ainda não foi notificado sobre o golpe.

No município de Terra Nova do Norte, os golpistas entraram em contato com a secretaria municipal de educação e repetiram a história, alegando que precisam de uma recarga de celular. A ligação, segundo a secretária da pasta, Eloá dos Santos, foi feita no dia 11 de agosto.

“Primeiro ele ligou na prefeitura e não encontrou ninguém. Em seguida, pediu o número da secretaria de educação e entrou em contato comigo”, afirmou Eloá. De acordo com Eloá, o golpista se apresentou como Pedro Wilson e disse que estava com mais dois colegas no fórum do município.

À secretária, o homem alegou que estava ali para realizar fiscalizações em obras de escolas da cidade. “Ele disse que precisam de alguém da secretaria para acompanhá-los na fiscalização”, contou Eloá.

A secretária contou que pediu aos homens que apresentassem uma identificação que comprovasse o vínculo com o MPF. Segundo ela, os golpistas disseram que não podiam sair da rota pré-estabelecida e pediram que a secretária disponibilizasse um carro e um motorista para levá-los até a sede da secretaria.

Já em contato com o motorista da pasta, os golpistas disseram que estavam com problema no GPS e que precisavam de uma recarga de celular de R$ 200. “Ele ligou com certa grosseria para o motorista, dizendo que a secretaria não podia deixar de atendê-los. O nosso motorista sem desconfiar do golpe fez a recarga”, disse Eloá.

A secretária desconfiou do golpe quando os estelionatários pediram uma nova recarga, dessa vez de R$ 100. “Eu liguei no fórum para checar e descobri, que na verdade, lá estava fechado e não havia atendimento naquele dia”, contou. Eloá não registrou boletim de ocorrência par denunciar o caso à polícia.

 

 

 

 

Fonte G1/MT