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Em Cuiabá, 16 crianças fogem de abrigo alegando maus-tratos

Marcia Jordan

10/06/2014 às 16:42

Em Cuiabá, 16 crianças fogem de abrigo alegando maus-tratos

Alegando maus-tratos, 16 crianças fugiram nesta terça-feira (10) do Lar da Criança, abrigo mantido pelo governo de Mato Grosso. Meninos e meninas entre 5 e 11 anos de idade caminharam quase 10 km, saindo do Bairro Bandeirantes, em Cuiabá, onde está localizado o lar, até a residência de uma das garotas, no Bairro Planalto. Sujas e com os pés descalços, as crianças pediram comida na casa e disseram que não iam retornar ao abrigo por que estariam sendo agredidas no local e por não comerem direito. Segundo elas, os funcionários teriam se recusado a servir o café da manhã, nesta terça, deixando-as sem nenhuma alimentação e, por isso, decidiram fugir, por volta das 10h [ horário de MT].

Porém, as oito meninas e oito meninos foram encontrados no inicío da tarde após a família, que mora na residência onde elas estavam, acionar a Polícia Militar e o Conselho Tutelar. “Elas estavam assustadas e não queriam voltar para o Lar da Criança com medo de retaliação. Duas delas apresentavam arranhões nos braços e contaram que foram agredidas por funcionários do abrigo”, relatou o conselheiro Devair Rodrigues. Ele disse também que as crianças estavam com muita fome e que, na ocasião, um menino conseguiu escapar e só foi localizado pelos policiais horas depois na casa de uma tia, na mesma região.

“Sempre recebemos esse tipo de denúncia das crianças, que constantemente fogem de lá alegando maus-tratos. Vamos encaminhar as declarações delas para o Ministério Público Estadual e apurar os casos”, frisou o conselheiro. Atualmente 87 crianças de Cuiabá e Várzea Grande são atendidas pelo Lar da Criança, segundo informou a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Trabalho e Assistência Social (Setas), responsável pelo abrigo que recebe menores que sofreram algum tipo de vioência dentro de casa.

De acordo com a pasta, as denúncias já estão sendo investigadas e as medidas necessárias serão tomadas.Também informou que até o momento não houve comprovação de maus-tratos por parte dos servidores, mas informou que as imagens de segurança do circuito interno devem ser analisadas.

G1