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Maggi desconhece emissão de cartas de aval para empresas e pede anulação de inquérito no Supremo

Marcia Jordan

10/06/2014 às 15:22

Maggi desconhece emissão de cartas de aval para empresas e pede anulação de inquérito no Supremo

Utilizando sua prerrogativa de congressista, o ex-governador e senador Blairo Maggi (PR) solicitou no Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação do inquérito policial que baseou a quinta fase da Operação Ararath, deflagrada no dia 20 do mês passado. O pedido protocolizado no Supremo é assinado pelo advogado Darwin Corrêa, do Rio de Janeiro, um dos responsáveis pela defesa de Maggi. Além de Blairo, Darwin possui, em sua carteira de clientes, o ex-bilionário Eike Batista, dono do grupo EBX.

A reportagem diz que, em seu pedido para anular a investigação, o senador do PR argumenta que as cópias de ofícios com aval dados a empresas encontrados pela Polícia Federal, na casa do ex-secretário Eder Moraes Dias, de Fazenda e Casa Civil, não teriam sido assinados por ele.

“Houve apenas uma colocação de uma chancela digital e o Blairo não se lembra de ter assinado documentos dando aval para ninguém fazer empréstimos em bancos com aval do Estado”, disse um dos mais influentes amigos do senador, que se mantém em silêncio desde ter sido alvo da operação.

Outro ponto questionado pela defesa de Blairo Maggi é a suposta delação premiada do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o ‘Júnior Mendonça’, dono da Globo Fomento Mercantil e da Amazônia Petróleo.

Segundo os juristas, Júnior Mendonça diz ter feitos empréstimos para Éder Moraes e, na própria delação, assume que nunca tratou de assuntos financeiros com o ex-governador de Mato Grosso entre 2003 e 2010. 

O Ministério Público Federal solicitou ao ministro Dias Tóffoli, do STF, que o apartamento de Maggi e a sede do grupo Amaggi, em Cuiabá, fossem alvos de busca e apreensão. No entanto, o ministro negou o pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por considerá-lo desnecessário.

Blairo Maggi é investigado no inquérito do STF juntamente com outras autoridades de Mato Grosso, como o governador Silval Barbosa, deputado estadual José Riva (PSD) e Éder Moraes, que permanece preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. O pedido de Maggi deve ser analisado pelo ministro Dias Toffoli, nos próximos dias.

O governador Silval Barbosa também pediu anulação do inquérito. Ele considerou que a delação de ‘Júnior Mendonça’ teria sido ilegal, já que deveria ter sido feita ao STF por envolver autoridades com foro privilegiado – governador e senador

Fonte Olhar Direto