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Júlio entrega documentos ao TCE e ataca Riva e Deucimar

Marcia Jordan

10/06/2014 às 15:11

Júlio entrega documentos ao TCE e ataca Riva e Deucimar

O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Júlio Pinheiro (PTB), anunciou nesta terça-feira que já apresentou todos documentos requeridos pelo Tribunal de Contas acerca da aprovação dos projetos de suplementação de R$ 365 milhões no Orçamento da prefeitura no final de 2012. Entre os documentos requeridos pelo TCE estão as atas das sessões, os pareceres das comissões permanentes e ainda a gravação das sessões plenárias por vídeo e áudio.

Os documentos foram solicitados pelo conselheiro João Batista Camargo, após o órgão ser provocado pelo advogado Eduardo Mahon, que defende o ex-presidente da Câmara, vereador cassado João Emanuel Moreira Lima (PSD). “Mesmo com o conselheiro dizendo que aquilo não é competência do TCE, fizemos nossa defesa em respeito àquela instituição em razão do trabalho extremamente técnico que ela faz”, explicou o presidente da Câmara.

Ele garantiu que os projetos obedeceram aos ritos legais, com pareceres das comissões, constando em pauta e ainda votado em plenário. “De 19 vereadores na época, 17 eram da base do prefeito. Não tinha porque não votar de forma correta”, declarou.

Júlio Pinheiro ainda disparou contra o deputado estadual José Riva (PSD) e contra o deputado estadual Deucimar Silva (PP), que presidiu a Câmara entre 2009 e 2010. À Riva, ele nega ter perseguido o ex-vereador João Emanuel, genro do social-democrata, durante o processo de cassação. “Apenas cumpri o que manda a Lei. Tenho o maior respeito pelo vereador João Emanuel”, afirmou.

Em relação a Deucimar, que classificou a aprovação “clandestina” dos projetos como o maior escândalo da Câmara, Pinheiro citou os desmandos do deputado enquanto presidente do legislativo. Ele citou que, durante a sua gestão, Deucimar comprou um vaso sanitário por R$ 100 mil e gastou R$ 1,2 milhão na reforma do telhado da sede do legislativo, que teve superfaturamento constatado pelo TCE.  “Quero dizer a esse paladino da moralidade, que gastaria R$ 150, no máximo R$ 200 mil, com essa reforma. Isso sim é escândalo”, disparou.

Fonte Folhamax