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SORRISO:

Sorriso: Dois braçais são soterrados e um morre

Marcia Jordan

05/09/2016 às 10:55

Sorriso: Dois braçais são soterrados e um morre

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Dois trabalhadores braçais ficaram totalmente soterrados na final da manhã desta segunda-feira (5) em uma obra particular em Sorriso, no interior de Mato Grosso, onde ocorreu um desmoronamento.

Um deles, o haitiano Similien Donable, de 46 anos, que veio para o Brasil em busca de trabalho e uma vida melhor, morreu de parada cardíaca na viatura do Corpo de Bombeiros, a caminho do Hospital Regional de Sorriso.

Obra é de drenagem de águas pluviais para abertura de novo bairro.

O óbito dele, por asfixia decorrente o soterramento, foi registrado às 10h05, como informa a funcionária do pronto-atendimento de urgência, Sandréia Aparecida.

O outro trabalhador, que é de Sorriso mesmo, José Ednaldo Moraes, 36, foi socorrido pelos colegas de trabalho e por pouco sobreviveu.

Ele também foi levado pelos bombeiros ao Hospital Regional e o quadro dele é estável, com fratura no antebraço direito e lesão no ombro esquerdo.

De acordo com a funcionária Sandreia, José está em observação, aguardando avaliação do ortopedista, e provavelmente terá alta.

“Ele está bem, só que muito assustado”, comenta.

O capitão Weber Dionísio, comandante da 10º Companhia Independente do Corpo de Bombeiro, com sede em Sorriso, relata que , quando houve o desmoronamento, os funcionários da obra correram para tentar salvar os dois e conseguiram tirar a terra até que abrisse a respiração de um deles. “Quando chegaram a tentar o salvamento do haitiano, já estava em parada cardíaca”, lamenta o capitão, que atendeu à ocorrência.

Enquanto a vítima em estado grave era levada ao hospital, começou o resgate de José.
“Ele estava bem mais preso. Não chorou, mas parecia muito assustado. Às vezes, nosso equipamento pegava na perna dele e tinha que parar, para ajeitar melhor, então demoramos um pouco mais com ele”, detalha o capitão.

Sobre o tipo de serviço que estavam fazendo, o capitão diz que é trabalho arriscado, inclusive para a guarnição. “Inclusive queriam ligar as máquinas, para nos ajudar na retirada de terra, mas avaliamos que seria melhor não fazer isso, para evitar novo desbarrancamento”.

A obra é de drenagem de água pluvial em uma área particular que está sendo aberta para ser um novo bairro.

A cidade está em expansão, aumentando do ponto de vista populacional, e tem sido comum, conforme apurou o Gazeta Digital, a abertura de novos bairros.

O proprietário da empresa Luma Terraplanagem, José Everaldo da Silva, informou que já deu a triste notícia ao irmão de Similien Donable. “O irmão dele mora em Campo Grande (MS), mas pagamos a passagem para ele vir acompanhar esta situação de perto e se depender de nós nada vai faltar ao funcionário, que era registrado, com seguro de vida”, assegura.

Ainda de acordo com o empresário, este tipo de serviço é arriscado, mas foram tomadas todas as providência no início da manhã. “Foi uma fatalidade”.

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