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Mato Grosso apresenta maior evolução em infraestrutura do Brasil

Marcia Jordan

27/09/2016 às 07:02

Mato Grosso apresenta maior evolução em infraestrutura do Brasil

_dsc0918Ocupando o 10º lugar geral no Ranking de Competitividade dos Estados, Mato Grosso apresentou a maior evolução em infraestrutura do país no último ano.

A melhora da qualidade das rodovias, segundo o estudo, impactou diretamente nesse resultado. As informações constam na pesquisa realizada pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Consultoria Tendências e a Economist Intelligence Group.

O estudo avaliou 65 itens, que foram agrupados em 10 pilares para chegar ao resultado geral. Mato Grosso subiu uma posição em relação ao ano passado, quando ocupava a 11ª posição. O principal destaque do Estado foi em relação à infraestrutura, com um salto da 24ª posição em 2015 para a 14ª este ano. O ranking considerou fatores como custo de combustíveis, custo de energia elétrica, mobilidade urbana e qualidade das rodovias, este último item com um avanço de 11 posições, passando da 23º colocação para a 12º.

Analista de finanças públicas na Tendências Consultoria e um dos autores do estudo, Fábio Klein pontua que a qualidade das rodovias é um dos indicadores mais importantes do pilar da Infraestrutura que, por sua vez, tem o segundo maior peso dentro do estudo, atrás somente da Segurança Pública. Isso ocorre porque o atual nível de carência de infraestrutura dos estados tem uma importância decisiva para a competitividade do país.

Para o economista Vivaldo Lopes, a concessão da BR-163 tem reflexo direto neste resultado, uma vez que a rodovia é o principal corredor de escoamento da safra local e recebeu intervenções e melhorias importantes por parte da Rota do Oeste nos últimos dois anos. “Quando há melhora na infraestrutura, principalmente no que envolve logística, energia elétrica e acesso à internet, o local fica mais atrativo e abre possibilidades para novos negócios”, diz.

O professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e especialista em Logística, Eldemir Pereira de Oliveira, complementa que além das melhorias visíveis promovidas no pavimento da BR-163, quem trafega pelo trecho passou a contar com serviços de atendimentos após a concessão, o que também reflete em ganho para os motoristas e, consequentemente, no Ranking de Competitividade dos Estados. “Quem trafega pela BR-163 percebe que houve uma melhora significativa após a concessão e isso impacta no interesse do setor produtivo, que passa a ver o Estado como mais atrativo”.

Desde o início da concessão, em março de 2014, a Rota do Oeste duplicou 117 quilômetros da BR-163, o equivalente a 26% dos 453 quilômetros que devem ser duplicados até 2019, conforme o contrato assinado com o Governo Federal. Além da ampliação da rodovia, a Concessionária atuou na recuperação superficial e profunda de 761 quilômetros de pavimento. Toda extensão contou ainda com a revitalização da sinalização e limpeza da faixa de domínio, além da implantação dos serviços operacionais com atendimento 24 horas aos usuários.

O diretor geral da Rota do Oeste, Paulo Meira Lins, entende que ainda há muito trabalho pela frente. Porém, pontua que os esforços da Concessionária em realizar um bom serviço na BR-163/364, mesmo com todas as dificuldades de mercado, estão sendo reconhecidos e estão demonstrados no ranking. Lins destaca ainda que faz parte das metas da empresa garantir que Mato Grosso continue subindo nas colocações e ocupe posições ainda melhores. “Sabemos que o Estado tem muito o que crescer e queremos contribuir para isso, por meio do trabalho que fazemos e dos projetos que desenvolvemos para as rodovias sob a nossa responsabilidade.”

Para chegar ao resultado sobre a qualidade das rodovias, a pesquisa se baseou em dados da Confederação Nacional de Transportes (CNT), que este ano publicou o Anuário CNT do Transporte apontando que o índice de aprovação das rodovias este ano passou de 14% para 32%. Este foi o melhor resultado para o Estado desde 2005, quando o levantamento foi iniciado.

Pesquisa – O Ranking de Competitividade dos Estados, divulgado esta semana, é a quinta edição do estudo e analisa a capacidade competitiva de todos os estados brasileiros e o Distrito Federal em 65 indicadores, agrupados em 10 pilares: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.

Conforme o estudo, 36 indicadores são comparados com dados internacionais de 34 países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Itens como infraestrutura, educação, inovação, potencial de mercado, segurança pública, solidez fiscal, sustentabilidade social, sustentabilidade ambiental compõem o quadro.

O analista de finanças públicas e responsável pela pesquisa, Fábio Klein, destaca que o material é um apanhado geral de indicadores importantes consolidados para demonstrar a situação dos estados do Brasil. Ele pontua que a análise permite uma visão geral e individual das regiões e pode ser usada para as mais diversas finalidades, desde uma referência de local para morar, passando por gestores públicos que queiram desenvolver políticas ou demonstrar o desenvolvimento dos estados, até mesmo como referência para empresas que procuram novos espaços para expandir os negócios.

Intervenções gerais da Concessionária – A recuperação das rodovias da BR-163/364 e dos Imigrantes teve início logo após a assinatura do contrato entre Rota do Oeste e Governo Federal. Mais de 450 quilômetros passaram por intervenções, além da duplicação do trecho que vai da divisa do Estado com Mato Grosso do Sul até Rondonópolis.

Trechos que não faziam parte da responsabilidade da Concessionária também contaram com trabalhos importantes, como os nove meses de atuação da Rota do Oeste no segmento que liga Cuiabá a Rondonópolis, com exceção da Serra de São Vicente. O trecho é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), porém a Concessionária atendeu um pedido da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e realizou melhorias.

Os 108 quilômetros de acesso entre Cuiabá e Rosário Oeste e as travessias urbanas de Sorriso, Nova Mutum, Jaciara, Juscimeira e Rondonópolis também não eram de responsabilidade da Rota do Oeste. Porém, as atividades desses trechos foram repassadas à Concessionária.