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Gaeco descobre “mentira” e prende assessor de deputado em MT

Marcia Jordan

05/10/2016 às 18:46

Gaeco descobre “mentira” e prende assessor de deputado em MT

88367f157df5bc1268705e32ca4c5e62O Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) realiza neste momento a segunda fase da “Operação Ventríloquo”, denominada “Filhos de Gepeto”. Foram cumpridos mandado de prisão preventiva e busca e apreensão expedido de Francisvaldo Mendes Pacheco, chefe de gabinete do deputado estadual Romoaldo Junior (PMDB).

A chegada dos membros do Gaeco ao palácio Dante de Oliveira provocou correria entre servidores. Eles se deslocaram para a sala do funcionário “Dico Mendes”

A primeira fase da “Operação Ventríloquo” foi deflagrada em 1º de julho de 2015. Á época, foram presos o ex-deputado estadual José Geraldo Riva; ex-secretário geral, Luiz César Marcio Pommot; e ainda o advogado Júlio César Domingues Rodrigues.

Ainda foram cumpridos dezenas de mandados de busca e apreensão e conduções coercitivas. O grupo é investigado por desviar R$ 9,5 milhões dos cofres públicos do Legislativo através do pagamento fraudulento de uma dívida junto ao banco HSBC, que veio a ser delatado pelo Joaquim Mielli Camargo.

O alvo da operação desta tarde é apenas Francisvaldo Mendes Pacheco. Em depoimento em novembro de 2015, o empresário Rodrigo Santiago Frison, proprietário da Canal Livre Comércio e Serviços Ltda., afirmou que um depósito de R$ 240 mil feito pelo advogado Joaquim Fábio Mielli Camargo na conta de sua empresa, é referente à quitação de um empréstimo concedido por ele ao servidor preso.

O servidor trabalhava no gabinete do deputado Romoaldo Júnior, que, em 2014, ocupou a presidência do Legislativo. O empresário Rodrigo Frison afirmou que não conhecia Joaquim Mielli e disse que Francisvaldo Pacheco quitou o empréstimo contraído com ele por meio de contas bancárias de terceiros.

Em seu depoimento, Frison declarou que conheceu Francisvaldo em um restaurante de Várzea Grande, há aproximadamente três anos. Segundo o depoente, um filho do deputado Romoaldo Júnior foi o responsável pela apresentação dos dois.

Frison disse que, na época, era empresário de uma dupla sertaneja da região. O empresário também alegou que já havia realizado outros empréstimos ao funcionário do gabinete de Romoaldo. Todos eles, segundo Frison, foram quitados corretamente.

OPERAÇÃO FILHOS DE GEPETO

Gaeco optou por colocar o nome de “Filhos de Gepeto” na operação de hoje numa alusão ao criador do personagem de desenho animado Pinóquio. De acordo com os quadrinhos, o nariz de Pinóquio cresce a cada mentira e os promotores, delegados e agentes do Gaeco descobriram falsas declarações envolvendo o pagamento de uma dívida de R$ 240 mil.

 

 

Fonte Folhamax