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Chefe do MPE anuncia prisões pelas obras do VLT de Cuiabá

Marcia Jordan

21/10/2016 às 11:32

Chefe do MPE anuncia prisões pelas obras do VLT de Cuiabá

64ff8b230627ebdc31e5ed9706050110O Procurador de Justiça Paulo Prado atribuiu a falta de fiscalização do próprio governo do Estado os problemas estruturais nas obras do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos).

Por conta disso, acredita que novas prisões deverão ocorrer no Estado pelas seguidas falhas administrativas adotadas nos últimos anos em relação ao modal de transporte.

A declaração foi dada durante entrevista ao programa de TV “O Livre”, exibido pela TV Cidade Verde na terça-feira (18), e apresentado pelo renomado jornalista Augusto Nunes.

“O próprio executivo tem que fiscalizar suas obras e não fiscalizou. Por isso que muitos estão presos e muitos ainda serão presos”, disse.

Atualmente, estão presos não por envolvimento em irregulares nas obras do VLT, mas por outras acusações, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o seu ex-chefe de gabinete Silvio César Correa de Araújo, e o ex-secretário de Estado de Fazenda, Marcel de Cursi. Todos por suspeita de desvio de dinheiro público em outros esquemas desvendados pela Operação Sodoma da Polícia Civil.

Embora tenha anunciado a possibilidade de prisão, Prado não citou ninguém nominalmente, mas revelou que somente o Núcleo de Defesa do Patrimônio Público concentra 42 inquéritos civis instaurados para investigar irregularidades relacionadas às obras da Copa do Mundo iniciadas na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Devido à falta de estrutura suficiente para conduzir 42 investigações, Prado informou que o Ministério Público Estadual (MPE) busca trabalhar em conjunto com outros órgãos de fiscalização como o TCE (Tribunal de Contas do Estado).

“Imagina só o Núcleo de Defesa do Patrimônio Público ter 42 inquéritos civis para investigar irregularidades em obras da Copa? A estrutura que precisa ter só para trabalhar em cima disso? Estamos trabalhando com o TCE e a equipe do governo do Estado para, a partir daí, deflagrar ações”, disse.

Das obras da Copa do Mundo, diversas apresentam falhas estruturais. O VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), modal de transporte avaliado em R$ 1,477 bilhão, consumiu R$ 1 bilhão dos cofres públicos, mas não foi concluída. Aproximadamente R$ 500 milhões foram investidos na compra de vagões que estão abandonados em um depósito em Várzea Grande.

Outra obra problemática foi o Viaduto da Sefaz que chegou a ser interditado sob o risco de desabamento por falha na estrutura. Há ainda a Arena Pantanal que está incompleta embora tenha sido aplicado R$ 700 milhões em investimentos e outras obras abandonadas como o COT (Centro Oficial de Treinamento) da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) e Barra do Pari em Várzea Grande, dentre outras.

 

 

Fonte Folhamax