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Em debate, Wilson denuncia família de Emanuel de receber propina de R$ 4 milhões

Marcia Jordan

24/10/2016 às 09:47

Em debate, Wilson denuncia família de Emanuel de receber propina de R$ 4 milhões

aee133192aabca2caf486e0ede07b9caOs deputados estaduais e candidatos a prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), e Emanuel Pinheiro (PMDB), trocaram diversos ataques no debate realizado na noite deste domingo na TV Record (Canal 10). Porém, o que chamou a atenção foi uma denúncia do tucano no terceiro bloco do debate, em que acusou a família do peemedebista de receber propina de R$ 4 milhões da empresa Caramuru Alimentos, para obter incentivos fiscais em Mato Grosso.

Wilson Santos anunciou que irá encaminhar nesta segunda-feira às 14h00 a denúncia a Delegacia Fazendária. “Quem me encaminhou a denúncia foi seu próprio irmão Marco Pólo, o “Popó”, e a sua cunhada Bárbara. Os dois me procuraram e os recebi de maneira muito cordial. Falei com o promotor Sérgio e ele me disse que era para retornar após a eleição”, disse.

O candidato tucano colocou ainda que sugeriu que os familiares de Emanuel Pinheiro fizessem as denúncias aos órgãos competentes. “Eles falaram que iriam fazer a denúncia”.

Emanuel Pinheiro rebateu o tucano, afirmando que ele “prevaricou” ao não encaminhar a denúncia assim que a recebeu. O peemedebista afirmou ainda que seu irmão teve uma relação comercial com Wilson, enquanto deputado federal. “Wilson prevaricou o tempo todo, para fazer a denúncia na semana da eleição”, assinalou.
Neste momento, Emanuel Pinheiro ainda atacou o adversário, questionando sua credibilidade com a população.

“Impressionante a cara de pau de Wilson Santos. Se tivesse vergonha, nem candidato seria”, disparou.
O tema voltou ao debate no 4º bloco, durante questionamento dos jornalistas Mauro Camargo, diretor de redação do jornal A Gazeta, e Margareth Botelho, editora do site Gazeta Digital. À Emanuel, Mauro Camargo questionou claramente se houve recebimento de propina por parte do deputado.

Ao negar o recebimento de propina, o peemedebista disparou contra o jornalista Ely Santantonio, dos jornais “Cacetão Cuiabano” e “O Liberal”, que levantou a propina. “Os canalhas do jornalismo que fazem isso precisam ser defenestrados. Aliás, esse jornalista tem mandado de prisão, está foragido e ninguém acha”, disse. Emanuel fala ainda que o jornalista fez uma postagem em seu site, afirmando que o próprio jornalista confessou ter acordado receber dinheiro de Wilson.

Já a Wilson Santos, Camargo questionou sobre como se deu a suposta fraude revelada pelo irmão de Emanuel Pinheiro. O tucano contou que foi procurador pelo empresário Marco Pólo e sua esposa, Bárbara, em seu apartamento há cerca de 30 dias. Na ocasião, segundo o tucano, eles estavam “desesperados”, pois tiveram conhecimento que o programa eleitoral dele levaria uma denúncia de pagamento de propina por parte da empresa Caramuru Alimentos, em que estaria envolvido.

“E isso coincide com a briga do deputado em entrar na CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal. Foi até a Justiça para entrar na CPI, talvez temendo alguma coisa”, comparou.

Já Margareth Botelho, pediu para Wilson complementar a denúncia. Ele disse que a esposa de Marco Pólo, que chorava no encontro contou um pouco sobre a denúncia. “Um jogo de notas, sem prestação de serviço algum. E aí houve uma propina de R$ 4 milhões”, disse, acrescentando outros nomes, como Silval Barbosa, Marcel de Cursi e Alan Zanatta.

Ele revelou ainda que a cunhada de Emanuel Pinheiro, Fabíola, receberam uma cozinha industrial no suposto esquema. “A Bárbara e a irmã receberam parte da propina para criar uma cozinha industrial para fornecer alimentos a Aurora Construtora”, frisa.

Questionado por Margareth sobre o envolvimento de seu irmão com a denúncia, Emanuel afirmou que seu irmão “tem CPF próprio e se errou deve pagar”. “Estão querendo imputar a mim, algo que meu irmão teria cometido”.
Ele afirmou ainda que a irmã de sua cunhada, Fabíola, é esposa do coronel Joelson Sampaio, ex-secretário adjunto

de Segurança Pública na gestão do governador Pedro Taques (PSDB). “Homem de confiança de Fábio Galindo, ex-secretário de Segurança Pública”.

OUTROS TEMAS

No decorrer do debate, Emanuel Pinheiro insistiu em questionar Wilson Santos sobre a coação a servidores da Metamat (Companhia Matogrossense de Mineração), feita pelo ex-presidente do órgão, Elias Santos, irmão de Wilson Santos. Chegou a insinuar que, por conta da coação, o Governo do Estado pensa até em extinguir a companhia.

Sobre isto, Wilson Santos reconheceu que seu irmão errou e teve a punição necessária. “O governador Pedro Taques acertou em demitir o meu irmão, Elias, no mesmo dia. Ao contrário do Silval, que está com Emanuel Pinheiro, que deitou e rolou, sem qualquer tipo de fiscalização”, alfinetou.

Wilson ainda questionou a relação de Emanuel Pinheiro com o ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi, pois a Delegacia Fazendária tem vários diálogos entre ambos. Emanuel respondeu que fez uma “consultoria” com Marcel sobre projetos de ordem tributária encaminhados pelo governador Pedro Taques à Assembleia Legislativa.
Temas como o FAP (Fundo de Assistência Parlamentar), recebido por Emanuel desde os 32 anos, e a ação de desvios de recursos a obra do Rodoanel, que bloqueou os bens de Wilson Santos, também voltaram a tona no debate.

 

 

 

 

FonteFolhamax