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Filha de Mendonça trabalha em gabinete Taques

Marcia Jordan

05/06/2014 às 08:52

Filha de Mendonça trabalha em gabinete Taques

Inquérito conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) desde 2010, que tem como alvo principal a apuração de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro a partir de Mato Grosso, aponta uma série de empresas como participantes do suposto esquema. Apesar das principais investigadas serem a Globo Fomento e Comercial Amazônia de Petróleo, ambas de propriedade do empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior, o Junior Mendonça, o documento revela que há indícios de que outros empresários também atuavam como operadores financeiros.

Entre as empresas citadas no suposto esquema, está a Global Participações Empresariais, que foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão cumpridos durante a 4ª fase da Operação Ararath, em 19 de fevereiro. A empresa seria de propriedade de Fernando Mendonça, cuja residência também foi alvo de busca e apreensão, tendo como uma de suas sócias, sua filha, Ariane Mendonça, funcionária do senador Pedro Taques (PDT).

Por meio de suas empresas, Fernando Mendonça foi o principal doador da campanha do pedetista em 2010. Foi por meio da relação de amizade entre o empresário e o parlamentar, que o senador conheceu Ariane.
Ela foi nomeada em 28 de março de 2011 para integrar o quadro de pessoal do gabinete de Taques, onde está lotada até hoje. Por meio de nota, o parlamentar ressalta que sua contratação atendeu todos os pré-requisitos previstos na legislação.

A empresa da qual a servidora consta como sócia, é uma das investigadas no inquérito que tramita sob sigilo de Justiça no Supremo Tribunal Federal (STF), que passou a ser responsável pelo caso em razão do foro por prerrogativa de função de alguns dos investigados.

Ainda, conforme publicado pelo site Isso é Notícia, o relatório da PF aponta que a Global teria ligação com empresas estrangeiras com o mesmo representante legal de uma off-shore do Panamá, país que teria sido apontado por Junior Mendonça, como paraíso fiscal possivelmente utilizado por alguns supostos beneficiários do esquema. Contudo, o mesmo relatório aponta que ainda é preciso aprofundar as investigações sobre a origem de tais empresas.

No inquérito, a Global é citada como uma das empresas para as quais teriam sido repassados valores pela Comercial Amazônia de Petróleo, principal operadora financeira do suposto esquema.

Em nota, o senador reitera sua confiança no trabalho da polícia e da Justiça e destaca a importância do livre funcionamento das instituições para manutenção do Estado Democrático de Direito. Ariane não foi encontrada.

Fonte – Gazeta Digital