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PREFEITO

Prefeito de Diamantino defende alternativas como, iniciativa da ADETEC

Marcia Jordan

02/12/2016 às 17:04

Prefeito de Diamantino defende alternativas como, iniciativa da ADETEC

prefeito_diamantinhoO prefeito de Diamantino, Juviano Lincoln (PSD), que encerra seu mandato no final desse mês, disse hoje (1), em Cuiabá, que os municípios de Mato Grosso, não têm condições para amenizarem os problemas relacionados aos lixões, em suas cidades. Na avaliação feita pelo prefeito, o Estado deve se empenhar para buscar recursos disponíveis em bancos internacionais, nacionais e no próprio governo federal, com a finalidade de colocar e prática, as normas de Política Nacional de Resíduos Sólidos.

“Em Mato Grosso, o governo ainda não tomou essa decisão que foi bem sucedida em Santa Catarina, onde o Estado fez um convenio com o governo federal e instituições financeiras internacionais para a realização de consórcios e, fizeram então, os aterros sanitários consorciados. Isso aliviou para as prefeituras de lá”, disse o prefeito.

Segundo ele, a decisão em Mato Grosso deve ter um prazo de pelo menos, uns cinco anos, dando tempo para que novas gestões municipais possam dar seqüência nas ações que destinem o lixo de forma segura, gerando emprego e renda.

Juviano defende alternativas como, a iniciativa da Agência de Desenvolvimento Sustentável e Tecnológico de Resíduos Sólidos, Córrego Limpo (ADETEC), que no mês passado, esteve em uma audiência pública da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Diamantino, apresentando para prefeitos da região e parlamentares, um relatório parcial de estudos que devem acentuar os problemas dos prefeitos, com os resíduos sólidos nas cidades.

“Esse relatório tem o nosso respeito, fizeram um estudo para o Legislativo que pode trazer alternativas plausíveis para as questões municipais”, disse o prefeito, ao ressaltar preocupação no aumento da demanda do lixo que é tratado em um aterro sanitário de sua cidade. Ele prevê que em breve, a prefeitura terá de encaminhar os resíduos para o distrito de Primaverinha com custos que oneram o orçamento das prefeituras do Médio Norte.

Além disso, Juviano Lincoln não confia em órgãos como a Funasa que deveria ser um grande parceiro dos prefeitos na liberação de licenças ambientais e certidões. No entanto, o prefeito lamenta a morosidade e casos de denúncias de fraudes internas envolvendo o órgão, que prejudicam as prefeituras, no processo de criar aterros sanitários.

“Não existe nenhum controle de lixões se não existirem os aterros sanitários. E preciso que o governo tome uma decisão de longo prazo e a iniciativa passa pelos aterros sanitários. A Funasa é burocrática e muitas vezes com denúncias de corrupções que inviabiliza qualquer relacionamento das prefeituras com a Funasa”, disse.

O prefeito lamenta encerrar o mandato sem resolver as questões do lixo, mas em contrapartida, afirma ter encontrado a solução para o tratamento do lixo hospitalar, que é transferido de Diamantino, para Rondonópolis, por uma empresa especializada. “Esse assunto está garantido. A empresa faz a coleta uma vez por semana do lixo hospitalar para ser incinerado em Rondonópolis”, disse.

Juviano Lincoln avalia que a proposta da criação de leis municipais para o tratamento do lixo seja o pontapé inicial das cidades interessadas em resolver esse problema, mas não é a solução. “O Município tem que ter a contrapartida de recursos federal e internacional”, afirmou.

Fonte- Assessoria