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LEITÃO

Leitão diz não conhecer delator e aponta falta de provas nas acusações

Marcia Jordan

02/12/2016 às 07:55

Leitão diz não conhecer delator e aponta falta de provas nas acusações

O deputado federal Nilson Leitão, em nota, diz não conhecer o delator Giovani Guizardi, réu na operação Rêmera e que o acusa de integrar grupo político de esquema de corrupção. O parlamentar aponta ainda que nas acusação não existem provas de qualquer ato ilícito de sua parte. “Não se especificou de que modo teriam ocorrido os aventados depósitos, o que impede o exercício do contraditório e da ampla defesa”, diz trecho da nota.

Diante dos fatos, Leitão afirma que vai colocar seu extrato bancário à disposição das autoridades e da sociedade, ou qualquer outra informação a fim de colaborar com a Justiça.

O delator afirmou que o esquema tinha um “núcleo dos agentes políticos” e que um dos participantes do núcleo era o deputado tucano. O parlamentar, inclusive, foi citado como o responsável pela indicação do agente público Fábio Frigeri para a pasta. Fábio também foi apontado como um dos beneficiários do esquema.

Giovani disse também que entre junho e outubro de 2015, ele pediu que Edézio Ferreira, outro citado na delação, fosse até uma agência bancária, na região central de Cuiabá, e realizasse pagamentos em uma conta que totalizavam R$ 20 mil. Ele citou que a transação seria em favor do deputado Nilson Leitão.

Na delação, Giovani afirmou, ainda, que teve uma conversa com o servidor público Wander Luiz dos Reis, apontado como um dos servidores que recebiam algumas vantagens indevidas. Na conversa, ele ficou sabendo que cinco cheques, resultados de um pagamento de propina, foram destinados a uma gráfica para quitar dívidas eleitorais.

O empresário disse que “deduziu que seria de campanha de deputado federal Nilson Leitão”.
Delator afirma que parte da propina beneficiou o deputado Nilson Leitão
Íntegra da nota

Sobre a citação de Giovanni Guizardi, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) vem a público esclarecer que:
– primeiramente não conhece o delator e nunca teve nenhum contato com ele;
– nunca participou de qualquer reunião com qualquer político, secretário ou qualquer construtora para discutir obras da pasta da Educação;
– a ‘dedução’ do delator é no mínimo irresponsável, pois em depoimento ele tem que dizer o que sabe, e não sobre o que deduz ou imagina, como ocorreu;
– na delação não há nenhum tipo de comprovação sobre algum ato ilícito do parlamentar;
– não se especificou de que modo teriam ocorrido os aventados depósitos, o que impede o exercício do contraditório e da ampla defesa;
– mesmo com foro privilegiado, Nilson Leitão coloca o extrato bancário à disposição das autoridades e da sociedade, além de qualquer outra informação que venha colaborar com a justiça e a população;
– em respeito aos mato-grossenses, é importante que sejam investigadas as verdadeiras motivações daqueles que misturam denúncias verdadeiras com afirmações nitidamente falsas, sem nenhum tipo de comprovação, com o claro intuito de tumultuar as investigações.

 

 

 

Fonte RDNews