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Senador revela que Lula agiu para evitar indiciamento de ministro pela PF de MT

Marcia Jordan

21/03/2016 às 10:44

Senador revela que Lula agiu para evitar indiciamento de ministro pela PF de MT

Em entrevista concedida a revista Veja, o senador Delcídio Amaral (sem partido/MS) acusou o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de ter livrado o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) de um indiciamento feito pela Polícia Federal de Mato Grosso.

Em 2006, Mercadante foi considerado suspeito de atuar junto com seus assessores para comprar um falso dossiê junto ao empresário Luiz Antônio Vedoin para atribuir ao então candidato a governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a participação em um esquema de compras superfaturadas de ambulância.

O episódio que ficou conhecido como “dossiê dos aloprados” foi conduzido pelo delegado Diógenes Curado, que veio posteriormente tornar-se secretário de Estado de Segurança Pública na gestão dos ex-governadores Blairo Maggi (PR), hoje senador, e Silval Barbosa (PMDB).

Conforme divulgado pela Veja, Delcídio declarou que Lula foi o responsável em livrar Mercadante e impedir que fosse aberto um processo no STF (Supremo Tribunal Federal). Como os senadores detém foro por prerrogativa de função, os autos foram remetidos a Suprema Corte, que decidiu pela arquivamento das investigações contra o senador paulista.

“Uma vez me disse que, se ele continuasse atrapalhando, revelaria como o ministro se safou do caso dos aloprados. O Lula me disse uma vez bem assim: ‘Esse Mercadante… Ele não sabe o que eu fiz para salvar a pele dele'”, revelou Delcídio na entrevista à Veja.

O “caso dos aloprados” veio à tona em 15 de setembro de 2006, a apenas duas semanas do primeiro turno das eleições. Integrantes do PT foram presos pela Polícia Federal em um hotel de São Paulo, ao tentar comprar um dossiê contra o então candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, José Serra.

O então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tentando diminuir a importância do episódio, afirmou que aquilo era obra de um “bando de aloprados”, expressão pelo qual o caso é lembrado até hoje. Foram presos em flagrante Valdebran Padilha, que tinha US$ 109.800 mil e mais R$ 758 mil em dinheiro, e Gedimar Passos, com US$ 139 mil e mais de R$ 400 mil em dinheiro. Ao todo, os dois tinham R$ 1,7 milhão.

Valdebran era empresário e havia sido tesoureiro do PT em Mato Grosso em 2004. Gedimar, havia sido agente da PF e se apresentava como advogado do PT.

O dinheiro seria usado para comprar um dossiê envolvendo Serra, ex-ministro da Saúde, no escândalo da máfia dos sanguessugas. O dossiê, que revelou ser falso, seria vendido pelos empresários Darci Vedoin, e seu filho Luiz Antônio Vedoin, donos da empresa Planam, pivô do “escândalo dos sanguessugas”.

 

 

 

Fonte Folhamax