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PF indicia ex-secretário e 2 empresários por fraude na Sefaz de MT

Marcia Jordan

13/01/2015 às 08:19

PF indicia ex-secretário e 2 empresários por fraude na Sefaz de MT

Em novo desdobramento da Operação Ararath, um inquérito sigiloso da Polícia Federal foi concluído nesta segunda-feira e indiciou pela participação de crimes contra o sistema financeiro nacional o ex-secretário de Estado, Eder de Moraes Dias, o empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior, conhecido como Júnior Mendonça,  e o empresário Genir Martelli, proprietário do grupo empresarial Martelli Transportes. Todos são suspeitos de crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens e outros contra o sistema financeiro nacional. 

O conteúdo da investigação policial foi remetido ao juiz da 5ª Vara Federal, Jeferson Schneider, responsável pela condução dos processos em primeiro grau que são desdobramentos da Operação Ararath. O Ministério Público Federal retirou os autos do processo no começo da tarde desta segunda-feira (12) e analisará todo o conteúdo para oferecimento de denúncia criminal. 

Esse é o primeiro indiciamento efetivo do empresário Júnior Mendonça, que firmou com a Polícia Federal e Ministério Público Federal termo de delação premiada para ter redução ou até mesmo a pena extinta em processos criminais. Mendonça revelou negociatas nos bastidores da política mato-grossense envolvendo autoridades como a articulação para a compra de uma vaga de conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e liberação de empréstimos milionários para pagamentos de despesas de campanha e propina a políticos.

A Operação Ararath teve início em novembro de 2013. Hoje, são mais de 100 investigados em 11 inquéritos sob a responsabilidae de uma força-tarefa do Ministério Público Federal.

DELAÇÃO

Em depoimento ao Ministério Público Estadual, Éder Moraes deu detalhes sobre a transação financeira que o grupo Martelli teria conseguido recuperar créditos tributários de R$ 43 milhões junto ao Estado. Segundo o ex-secretário de Fazenda, Copa e Casa Civil, a rede de transportadoras teria dado um retorno de 50% após o recebimento dos valores.

Éder Moraes explica que para dar legalidade a negociação foi editado um decreto pelo Estado.  FOLHAMAX divulgará ainda nesta terça-feira o vídeo em que o ex-secretário detalha como aconteceu o privilégio ao grupo que gerou a denúncia.

Hoje, o grupo Martelli emprega 1,2 mil pessoas. A sede está localizada em Jaciara e o grupo investe em plantações de soja e arroz além de ser a maior transportadora do país na área do agronegócio.

 

Fonte Folhamax