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POLÍCIA

Polícia libera 21 dos 23 suspeitos de fraude em projetos culturais em MT

Marcia Jordan

17/09/2014 às 16:20

Polícia libera 21 dos 23 suspeitos de fraude em projetos culturais em MT

A Polícia Civil liberou 21 dos 23 presos da operação Alexandria, que investiga desvio de aproximadamente R$ 1 milhão nas secretarias de Cultura de Cuiabá e de Mato Grosso. As duas pessoas que permanecem presas são um conselheiro de Cultura do estado, que seria um dos líderes da quadrilha, e a mulher dele. Um segundo conselheiro do estado, igualmente suspeito de chefiar o esquema, não teve a prisão pedida pela polícia, mas foi interrogado e liberado. A mulher dele foi uma das presas durante a operação e já está em liberdade.

No total, a Justiça havia expedido 25 mandados de prisão temporária. Duas pessoas estão foragidas. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, os presos foram liberados aos poucos na segunda-feira (15), data em que a operação foi deflagrada, e no dia seguinte, após prestarem esclarecimentos ao delegado responsável pelo caso, Gianmarco Paccola, da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz). Entretanto, os liberados – muitos apontados como ‘laranjas’ do esquema – deverão permanecer à disposição da polícia caso sejam necessárias mais informações. saiba mais Operação é deflagrada para prender 25 por fraudes em projetos em MT Conselheiros faziam projetos no nome de ‘laranjas’, diz polícia de MT De acordo com as investigações, os dois membros do Conselho de Cultura do estado são suspeitos de elaborar e aprovar projetos fraudulentos no nome de terceiros, e depois desviar o dinheiro liberado para a iniciativa, obtido por meio do Programa de Apoio à Cultura (Proac). Desde 2012, teriam sido desviados R$ 700 mil da Secretaria de Cultura do estado (SEC) e R$ 200 mil da Secretaria de Cultura de Cuiabá.

O montante, porém, pode ser ainda maior, diz a polícia. Esquema Como os conselheiros suspeitos não podem apresentar projetos, em função do cargo que ocupam, usariam documentos falsos para elaborar propostas no nome de terceiros, conforme apontam as investigações. Os projetos eram assinados pelos ‘laranjas’, como se eles fossem os proponentes. Depois da aprovação, feita pelos próprios conselheiros que elaboravam os projetos, o dinheiro era liberado e depositado na conta desses terceiros.

De acordo com a polícia, a maior parte da verba, entretanto, era desviada para o conselheiro e o restante ficaria com os ‘laranjas’. Entre esses terceiros, estão funcionários de diversas empresas, uma empregada doméstica, um soldado do Exército, e personal trainers. Durante as investigações, a Defaz analisou 541 projetos apresentados entre 2012 e 2014, da SEC e da Secretaria de Cuiabá. Das 337 propostas da pasta estadual, 49 apresentaram irregularidades. E, dos 204 projetos da secretaria municipal, oito tinham indícios de fraude porque estavam em duplicidade com a pasta estadual. Os projetos eram em áreas diversas – cururu e siriri, áudio e vídeo, música, shows – com valores médios entre R$ 10 mil e R$ 15 mil cada.

Fonte G1

 

 

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