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NOVE

Nove presos por fraudes na Cultura de Mato Grosso são soltos

Marcia Jordan

17/09/2014 às 10:36

Nove presos por fraudes na Cultura de Mato Grosso são soltos

Dos 22 presos acusados de fraude contra as Secretarias de Cultura do Estado e de Cuiabá, nove já prestaram depoimentos na Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública e foram liberados. O grupo foi detido durante cumprimento de mandado de prisão pela Polícia Civil, que deflagrou nesta segunda-feira a operação “Alexandria”.

Os envolvidos são acusados de atuarem no desvio de R$ 1 milhão. Dois conselheiros de Cultura são apontados como líderes de quadrilhas concorrentes.

Alceu Marcial Cazarim e Pedro Luiz Cunha agiam de maneira semelhante. Eles elaboravam os projetos falsos e usavam documentos de terceiros para dar o encaminhamento à fraude.

Depois de aprovados os projetos pelo Conselho de Cultura, as Secretarias creditavam os valores nas contas de “laranjas”, que cediam os montantes aos conselheiros, ficando somente com parte do dinheiro. O delegado Gianmarco Paccola Capoani, que preside as investigações, aponta que os líderes ficavam com pelo menos 90% do dinheiro desviado.

Relata ainda que os “laranjas” tinham conhecimento da prática de ilícito. Na segunda-feira, a Polícia Civil apontou o advogado Eliel Alves de Souza como um dos presos na operação.

A diretoria da Ordem dos Advoga-dos do Brasil (OAB/MT) emitiu nota de repúdio, afirmando que o nome foi incluso indevidamente, uma vez que ele não é acusado. O presidente da Seccional, Maurício Aude, destacou o equívoco e pontuou que “os órgãos investigadores devem ter muita cautela para exibir listas de nomes de envolvidos nesses tipos de operações, cujos prejuízos, em casos semelhantes, podem ser irreparáveis”.

Fonte A Gazeta