Silval afirma deixar dívida de R$ 7 bi e vê finanças equilibradas

Após exaltar a participação de Cuiabá na Copa do Mundo e classificá-la de sucesso, o governador Silval Barbosa (PMDB) descartou qualquer desequilíbrio nas finanças públicas e assegurou que o Estado não estará endividado nos próximos anos por conta de empréstimos contraídos com o governo federal para realizar obras. Das obras prioritárias para a Copa do Mundo, somente a Arena Pantanal, palco de quatro partidas do Mundial de Futebol, foram investidos R$ 625 milhões contraídos junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

No total, os empréstimos atingem a margem de R$ 8 bilhões que poderão ser pagos em até 30 anos. Parte deste montante, envolve o VLT (Veículo Leve Sobre Trilho) com R$ 1,4 bilhão e o MT Integrado, que prevê interligar 44 municípios com pavimentação asfáltica pelo valor de R$ 1,1 bilhão. Ainda estão englobados R$ 470 milhões para o programa de Pontes de Concreto; R$ 63,9 milhões para investimentos no Programa de Desenvolvimento Agrícola Sustentável; R$ 460 milhões do Proinveste e R$ 250 milhões para o programa de Revitalização de Rodovias Estaduais.

“O que vai ficar de dívida consolidada ao final da gestão depende muito dos projetos que serão executados. O VLT e o MT Integrado ainda estão em fase de obras. Mas, tenho a certeza que o próximo governador vai pagar menos do que recebemos de compromissos a pagar”, disse.

Ao sustentar que as finanças estão equilibradas e não haverá comprometimento da receita pública para a realização de investimentos, Silval lembrou que sua gestão foi responsável em conduzir com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) a renegociação da dívida estadual. Por conta disso, houve considerável abatimento nos pagamentos que serão feitos a União. “Levamos 2 anos para concluir todo esse processo. Em 2013, pagamos R$ 647 milhões de dívida. A próxima gestão também fará pagamentos anuais nessa margem de valor”, revelou.

Ainda com base em dados preliminares, Silval afirmou que a dívida consolidada do Estado deve permanecer na ordem de R$ 7 bilhões, o que em sua visão não pode ser considerado um valor estratosférico e impagável para a máquina pública. “A partir de 2015, o orçamento do Estado vai atingir R$ 15 bilhões. Ou seja, meio orçamento é o suficiente para honrar os compromissos financeiros. Em 2003, era necessário três orçamentos do Estado para pagar a dívida. Agora não há nada disso. A situação financeira é confortável e somente desinformados agem de forma maliciosa para prejudicar a imagem do Estado, porque a realidade é bastante diferente”, ressaltou.

Fonte OlharDireto

 

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