Galli condena postura de Selma e diz que rompimento com Taques foi arbitrário e prejudicial a todos

O deputado federal Victório Galli, presidente do PSL em Mato Grosso, condenou a postura da candidata ao Senado pelo partido, Selma Arruda, que após adotar “independência” da coligação ‘Segue em Frente Mato Grosso’, passou a atacar os ex-aliados por meio de vídeos divulgados em suas redes sociais. Em entrevista ao site Olhar Direto de Cuiabá, Galli afirmou que a juíza aposentada decidiu de forma “arbitrária e monocrática” deixar o grupo e avaliou, ainda, que as declarações de Selma irão prejudicar a todos os candidatos pela sigla.

“Nós temos 16 candidatos a federal e 35 a deputado estadual pelo PSL, prejudica. Eu não concordo com a seguinte situação: ela não esperou o partido se reunir para decidir isso [a independência], ela tomou de forma arbitrária, monocrática. Eu até pedi um dia antes para que ela esperasse o partido se reunir e ela não esperou. Eu respeito o direito dela, ela pode buscar seus direitos, tranquilo. Mas o problema é que ela fica atacando membros da coligação e isso é prejudicial a todos nós”, disse o deputado.

Nesta terça-feira (11), conforme o site Olhar Direto divulgou, Selma ingressou com ação na Justiça contestando um documento que destina a ela somente 7 segundos para fazer propaganda na TV e no rádio. O documento foi assinado por Galli na semana passada, durante reunião entre membros da coligação.

“A reunião foi convocada pelo [presidente do PSDB] Paulo Borges e, nessa reunião, a maioria resolveu retirar o tempo dela porque ela estava atacando os membros da própria coligação. Eu assinei a ata porque eu estava presente, concordando ou não. Mas a minha opinião é de que ela não deve atacar o pessoal, porque assim ela ataca a nós todos e prejudica até a nossa equipe”, disse o deputado.

Crise interna

No início do mês Selma fez uma live em seu Facebook explicando aos seus eleitores porque saiu da coligação ‘Segue em Frente Mato Grosso’, encabeçada por Pedro Taques e que tem como candidatos ao Senado além dela o deputado federal Nilson Leitão, ambos do PSDB.

No dia 29 de agosto, em coletiva de imprensa que também foi transmitida em suas redes sociais, Selma afirmou que além das questões envolvendo a distribuição de tempo de TV entre ela e Leitão, estaria declarando “independência” dos tucanos em razão das delações de Alan Malouf e Permínio Pinto, homologadas pelo Supremo Tribunal Federal.

No último vídeo que gravou, a juíza aposentada pesou ainda mais o tom. “Eu vou mostrar aqui só uma pontinha do que eu descobri, que para mim são indícios muito fortes do envolvimento dessas pessoas [Taques e Leitão] com aquele esquema da Seduc, da operação Rêmora”, disse Selma, apresentando um ‘dossiê’ que mostra Permínio Pinto como ex-assessor de Nilson Leitão. A candidata assevera, ainda, que o ex-secretário foi nomeado na Seduc “com a missão de colher para si e para seu chefe dinheiro de propina para pagamento de Caixa 2”.

A assessoria jurídica de Taques, coordenada pelo advogado José Antônio Rosa, classificou Selma como “adversária” da coligação, apesar de a juíza aposentada legalmente ainda fazer parte dela. Os advogados estão acompanhando todos os pronunciamentos da candidata e avaliam se cabe acioná-la judicialmente.

“O PSL não é só a Selma Arruda, não sou só eu, o PSL é um conjunto, um grupo de pessoas. Mas dentro desse grupo as pessoas têm pensamentos divergentes e eu respeito isso, respeito plenamente a postura dela. Continua sendo a minha candidata ao Senado, juntamente com o Nilson Leitão, que foi o compromisso que nós assinamos no dia da nossa convenção”, pontuou Victório Galli.

 

Fonte – Olhar Direto

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